1974, vive e trabalha no Rio de Janeiro, RJ - Brasil

andrea brown

Tem no eixo linha-geometria-sombra a espinha dorsal de sua poética: seja através de pinturas, de desenhos ou de construções escultóricas. A partir dessa tríade, a artista envereda por composições que, tridimensionais ou não, dão origem a arquiteturas e “projetos” de construções que por vezes, e de maneira bastante silenciosa, carregam traços de domesticidade ou afetividade: um jogo geométrico que se assemelha ao interior de uma casa, uma composição construída a partir de colherzinhas de pau, outra com azulejos e cobogós, uma vista para o mar, uma pintura da traseira de um caminhão. Andrea Brown se debruça sobre essa linguagem universal, que é a geometria, e através do seu rigor e precisão matemáticas, aproxima essa linguagem, a princípio árida, de uma experiência humana, de uma forma de habitar o mundo. Se nos primórdios da abstração geométrica o objetivo era depurar todo e qualquer rastro de “presença humana” do quadro, a artista busca na geometria, sem que ela precise abrir mão de seu rigor, justamente aquilo que nela existe de mais humano.
Theo Monteiro

Estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. Em 2009 participou do Programa de Residência Artística da École Nationale Supérieure dês Beaux-Arts, Paris, France. Em 2004 recebeu o prêmio Novíssimos do IBEU (Instituto Brasil Estados Unidos) onde realizou sua primeira exposição individual com curadoria de Agnaldo Farias. Em 2016, realiza sua individual Arcádia, com curadoria de Mario Gioia, na C. galeria. Desde de 2006 participou de diversas exposições coletivas no Brasil e no exterior, com destaque para: Triobienal com curadoria de Marcus Lontra, RJ, 2015; Saltfineart Gallery, CA. – EUA, 2014; Como Refazer o Mundo – Galeria Luiz Fernando Landeiro – Salvador – Brasil, 2014; Gigantes por su propia naturaleza – IVAM Institut Valencià d’Art Modern – Espanha, 2011; 36° Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional Contemporâneo, Ribeirão Preto – Brasil, 2011; Hold up – Galerie de L’École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, Paris – França, 2009; Nano Stockolm – Studion 44, Stockolm – Suécia, 2009; A última Casa a última Paisagem – Galeria Matias Brotas, Vitória – Brasil, 2007; 30 anos esta noite – Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de janeiro – Paisagens do antropoceno Galeria Matias Brotas, Vitória, 2019 curadoria de Théo Monteiro. Hoje apresenta seus trabalhos no Brasil e no exterior, com produções que integram os acervos do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP/SP) e do Museu de Arte do Rio (MAR/RJ).

 

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