1962, vive e trabalha em Salvador, BA - Brasil

Eneida Sanches

Seu trabalho de pesquisa sobre estética africana e afro-brasileira teve início em 1990 e entre 1995 e 2000 estudou gravura em metal nas oficinas do Museu de Arte Moderna da Bahia.

Contrariando alguns dos fundamentos que orientam a produção da gravura, as tiragens de Eneida abdicam dos rigores de zelo quanto à definição da impressão e sua invariabilidade para produzir texturas e descontinuidades que permitem a inflexão dos objetos sob a incidência da luz, bem como suspendem o uso do número como função de quantificação e limite, suprimindo assim o conceito de série mas preservando o efeito serial resultante de sua justaposição. A natureza especular da gravura, este reviramento da imagem, na origem, para torná-la o que ela é, no depois, preside à construção de todo o sentido da obra, no que todo reviramento, produz uma visita ao seu avesso.
Já recebeu prêmios como o XXIV Salão do Museu de Arte Moderna da Bahia MAM-Ba em 2007, teve diversas publicações e participações em residências. Participa de exposições pelo Brasil e exterior desde 1992, quando começou a desenvolver um trabalho com ferramentas do uso litúrgico do Candomblé ioruba que deu origem a sua série “Transe”.

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